O tufão Dolphin, o mais potente a atingir a China em 2026, tocou terra por volta das 17h30 deste domingo (9), no horário local, perto de Yuhuan, na província de Zhejiang, com ventos sustentados de 42 metros por segundo — cerca de 151 km/h, força equivalente a um furacão de categoria 1. Antes da chegada do sistema, as autoridades chinesas retiraram mais de 1 milhão de pessoas de áreas de risco na costa leste, e o centro meteorológico nacional emitiu alerta vermelho, o degrau mais severo da escala.123

O maior contingente saiu de Wenzhou, cidade de Zhejiang vizinha ao ponto de chegada do tufão: mais de 900 mil moradores foram realocados e cerca de mil abrigos de emergência foram abertos. Em Fujian, mais ao sul, 98,9 mil pessoas deixaram áreas de alto risco depois que a província elevou a resposta de emergência ao nível III — patamar também adotado por Xangai e Jiangsu. A metrópole de Xangai, fora da rota central mas sob efeito das bordas do sistema, evacuou ao menos 30,3 mil pessoas.23

O transporte foi o primeiro serviço a parar. Os aeroportos de Hongqiao e Pudong, em Xangai, cancelaram perto de 1,4 mil voos, e o de Hangzhou, outros 270; em Taiwan, que ficou no caminho do tufão, mais de 180 partidas foram suspensas. Balsas deixaram de operar em mais de 200 rotas de Zhejiang e Fujian. A previsão indica acumulados de 250 a 500 milímetros de chuva em partes de Zhejiang, o que sustenta os avisos de enchente e deslizamento para as próximas horas.23

No trajeto até a China, o Dolphin — 13º tufão da temporada no Pacífico ocidental — varreu a província japonesa de Okinawa, onde deixou ao menos seis feridos e cortou a energia de mais de 50 mil edificações. Em território chinês ainda não há balanço consolidado de danos; o teste real começa agora, quando o sistema perde força sobre o continente e o risco principal migra do vento para a chuva concentrada no interior densamente povoado do leste do país.23