Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno da eleição presidencial de domingo, 25 de outubro, e conquistou seu quarto mandato. No balanço publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na madrugada desta segunda-feira (26), o presidente aparece com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Biroliro (PL) recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos.12
O anúncio do resultado foi feito pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Cerca de 128,2 milhões de eleitores compareceram às urnas, e a abstenção ficou em torno de 19,2%. No primeiro turno, havia sido de 21,08%. Os percentuais dos candidatos consideram somente os votos válidos; comparecimento e abstenção medem a participação do eleitorado.1
A apuração teve uma dificuldade operacional adicional: uma liminar do STF estendeu até as 19h a votação nas seções ainda abertas. Segundo o TSE, a decisão chegou depois das 17h, quando milhares de urnas já estavam encerradas e não poderiam ser reabertas. O recebimento dos boletins foi temporariamente suspenso, acumulando arquivos para processamento.1
Com a vitória, Lula acrescenta uma quarta eleição presidencial às conquistas de 2002, 2006 e 2022. Ele governou entre 2003 e 2010 e retornou ao Planalto em 2023. A Agência Brasil já havia registrado sua reeleição na noite de domingo, quando a contagem ainda estava em andamento; os números apresentados acima são os do balanço posterior do TSE.12
A campanha do presidente defendeu a continuidade e a ampliação de políticas públicas, incluindo valorização do salário mínimo, atendimento ao câncer e incentivos à permanência estudantil. Essas propostas integram o programa apresentado aos eleitores: a confirmação da vitória, por si só, não representa sua implementação.2