Em publicação na rede Truth Social nesta quarta-feira (19), Donald Trump anunciou o que chamou de operação econômica mais devastadora já conduzida contra qualquer país, batizada internamente de 'Dia D econômico'. Ele prometeu isolar o Irã bloqueando contrabando de petróleo, linhas de câmbio, transferências em dinheiro, casas de câmbio, registros de embarcações e empresas de fachada usadas para driblar sanções.134
A ameaça se estende a terceiros: Trump afirmou que qualquer país cujas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos de governo derem algum tipo de suporte ao Irã sofrerá consequências econômicas 'tremendas'. Ele não detalhou, porém, quais países seriam alvo nem que sanções específicas seriam aplicadas, deixando a ameaça em aberto.13
O anúncio ocorre após cinco meses de negociações travadas entre Washington e Teerã, dois dias depois de os EUA suspenderem as conversas diplomáticas. O governo americano já mantém bloqueio naval a portos iranianos e sanções amplas sobre o setor energético e o sistema financeiro do país, de modo que a novidade está mais na retórica de escalada contra parceiros comerciais do Irã do que em instrumentos inéditos.34
Em resposta nesta quinta (20), o chanceler iraniano Abbas Araghchi classificou a medida como terrorismo econômico e disse que ela funciona como distração para a crise de endividamento dos Estados Unidos; a imprensa estatal iraniana descreveu o pacote como política reciclada, afirmando que o país já aprendeu a contornar esse tipo de restrição. Sem lista de sanções ou prazo definido, o efeito imediato é de incerteza para bancos e empresas que negociam com o Irã, não uma mudança regulatória já em vigor.23