O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o sul do Japão ganhou uma dimensão mais grave na manhã desta terça-feira (28). Uma explosão seguida de desabamento atingiu um shopping na região de Kumamoto, e a polícia informou haver mortos e pessoas presas sob um dos pisos. Equipes de emergência tentam alcançar as vítimas, enquanto imagens mostram uma parte considerável da estrutura reduzida a escombros. Cerca de 50 pessoas foram hospitalizadas em diferentes pontos da área afetada. As autoridades, porém, ainda não divulgaram um número consolidado de mortos — distinção importante numa operação de resgate em andamento.124

O tremor alcançou o nível 7, o máximo da escala de intensidade sísmica usada pela Agência Meteorológica do Japão, em áreas da província de Kumamoto, na ilha de Kyushu. O governo emitiu alertas de emergência para sete províncias e mais de 150 mil pessoas receberam orientação para procurar centros de evacuação. Um aviso de tsunami para ondas de até um metro chegou a ser acionado e depois foi suspenso. Entre 40 mil e 48 mil imóveis ficaram sem energia, conforme balanços divulgados em momentos diferentes da resposta ao desastre.123

A interrupção foi além dos edifícios danificados: a JR Kyushu suspendeu linhas ferroviárias, inclusive serviços do trem-bala Shinkansen, e o aeroporto de Kumamoto fechou a pista, provocando desvios e cancelamentos. Operadoras também registraram falhas na telefonia móvel. A TSMC retirou funcionários de sua fábrica regional por precaução, enquanto a Sony avaliava possíveis danos. A autoridade nuclear japonesa não identificou anormalidades nas usinas próximas. Moradores das áreas mais atingidas foram advertidos sobre a possibilidade de novos tremores fortes e deslizamentos durante aproximadamente uma semana. O colapso do shopping agora concentra a urgência: a contagem definitiva dependerá do acesso das equipes aos setores soterrados.134