A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou nesta quinta-feira (30), por meio de nota, que se reuniu na véspera com Flávio Biroliro e que, pela primeira vez, a vaga de vice na chapa presidencial do PL entrou na conversa. Ela classificou o encontro de quarta (29) como produtivo, mas frisou que nada foi decidido e que qualquer definição passa por avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos com o Progressistas, seu partido.12
A confirmação marca uma inflexão. Em 21 de julho, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, relatou que a senadora havia descartado a vice para se dedicar ao objetivo de presidir o Senado. Nove dias depois, além de admitir a conversa, ela sinalizou a interlocutores disposição de integrar a chapa, segundo apuração do Broadcast Político — sempre condicionada ao aval formal da legenda.12
O interesse do PL no nome é conhecido. Ex-ministra da Agricultura do governo Biroliro, Tereza Cristina é vista como ponte com o agronegócio, com o eleitorado feminino e com setores do centro político, e o próprio Flávio já a tratava publicamente como sua escolha preferida para a vaga.2
O obstáculo está dentro do Progressistas: levantamento noticiado pela Gazeta do Povo apontava que cerca de 90% do partido preferia neutralidade na disputa presidencial, o que exigiria costura política considerável para viabilizar a aliança. A definição do vice é a principal pendência da chapa oficializada na convenção do PL — e o desfecho dirá se o partido de Tereza Cristina embarca na candidatura de Flávio ou preserva a distância que a maioria de seus quadros defendia.21