A disputa pelo Palácio Piratini começa embolada: a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) mostra Juliana Brizola (PDT) com 24% das intenções de voto no primeiro turno e Luciano Zucco (PL) com 22% — empate técnico, já que a margem de erro é de três pontos percentuais. Gabriel Souza (MDB) aparece com 6%, Marcelo Maranata (PSDB) tem 3%, e Cesar Pontes (PCO) e Rejane Oliveira marcam 1% cada; os indecisos chegam a expressivos 31%, e brancos e nulos somam 12%.123
No cenário de segundo turno entre os dois primeiros colocados, a pedetista fica à frente por 35% a 31%. Nos confrontos alternativos, Brizola vence Gabriel Souza por 35% a 20%, e Zucco supera o emedebista por 32% a 20% — sinal de que o candidato do MDB, por ora, não decola em nenhuma combinação testada.23
O dado que melhor resume o momento é a volatilidade: 62% dos entrevistados dizem que a decisão pode mudar até a eleição, e apenas 34% consideram o voto definido. Na corrida pelo Senado, Manuela D'Ávila (PSOL) lidera com 12%, seguida por Germano Rigotto e Paulo Pimenta, com 9% cada — e 39% de indecisos.3
A pesquisa também mediu o humor em relação a Eduardo Leite (PSD): a avaliação de seu governo marca 48% de aprovação contra 42% de desaprovação, mas 51% dos gaúchos consideram que ele não merece eleger o sucessor, ante 38% que pensam o contrário — herança ambígua para quem tentar encarnar a continuidade. No plano simbólico, a cédula gaúcha opõe um sobrenome histórico do trabalhismo, já que Juliana é neta de Leonel Brizola, a um expoente local do bolsonarismo no PL, espelhando a polarização nacional. O levantamento ouviu 1.104 eleitores de 24 a 28 de julho, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%; está registrado no TSE sob os números BR-01871/2026 e RS-04790/2026 e foi pago com recursos próprios da Quaest, ao custo de R$ 225.272,26.23