Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) mostra ACM Neto (União Brasil) com 39% das intenções de voto para o governo da Bahia, numericamente à frente do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tem 38% — empate técnico, dada a margem de erro de três pontos percentuais. Aroldo Felix (UP) e Ronaldo Mansur (PSOL) marcam 1% cada; indecisos somam 13%, e brancos e nulos, 8%. O levantamento ouviu 1.200 eleitores em 61 municípios baianos entre 23 e 27 de julho e está registrado no TSE sob o número BA-02331/2026.123
Na simulação de segundo turno, o ex-prefeito de Salvador abre uma vantagem um pouco maior: 43% a 39%, ainda com 11% de indecisos e 7% de brancos e nulos. O dado mais curioso do levantamento é o descolamento entre avaliação de governo e voto: 57% dos baianos aprovam a gestão Jerônimo e 34% a desaprovam, mas a aprovação não se converte em liderança na urna — sinal de que parte do eleitorado satisfeito com a gestão considera votar na oposição.23
Na disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado, o levantamento aponta dobradinha petista na dianteira: Rui Costa (PT), ex-governador do estado, tem 22%, seguido do senador Jaques Wagner (PT), com 16%; Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) marcam 6% cada, e os indecisos chegam a 22%.32
O resultado reedita, quatro anos depois, a disputa de 2022, quando Jerônimo derrotou ACM Neto no segundo turno e manteve a hegemonia petista iniciada em 2007. A Bahia é o maior colégio eleitoral do Nordeste, região decisiva para o desempenho nacional de Lula, e um empate técnico ali — mesmo com o governo bem avaliado — indica que a transferência de capital político do presidente ao aliado não está garantida. Para ACM Neto, que também perdeu em 2022 favorito nas pesquisas, o desafio é o inverso: sustentar a vantagem numérica até outubro, algo que não conseguiu na eleição passada.12