A federação PSOL-Rede oficializou neste domingo (26), em convenção estadual em São Paulo, o apoio a Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo paulista — um dia depois de o PT homologar em Campinas a candidatura do ex-prefeito, que terá Márcio França (PSB) como vice. O endosso vale desde o primeiro turno e foi apresentado pelas lideranças como peça de uma frente ampla para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição.12
A convenção também homologou as candidaturas próprias da federação ao Legislativo: 47 nomes para a Câmara dos Deputados (37 do PSOL e 10 da Rede) e 66 para a Assembleia Legislativa (57 do PSOL e 9 da Rede), 113 no total. No Senado, o grupo confirmou o apoio às ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB); o vereador Djalma Nery (PSOL) foi indicado como suplente de Marina, arranjo que ainda depende de negociações finais entre os aliados.12
A formalização não foi surpresa: em 14 de abril, a executiva estadual do PSOL já havia aprovado resolução de apoio a Haddad desde o primeiro turno, prevendo participação ativa na construção da campanha, com o objetivo declarado de derrotar a extrema direita no estado. O que a convenção fez foi converter a decisão interna em ato formal, dentro do prazo legal das convenções partidárias.3
Na prática, o campo governista fecha o fim de semana de convenções com o quebra-cabeça paulista montado: Haddad concentra os partidos da base de Lula num palanque único, com a federação e os aliados alinhados desde já, enquanto lideranças do PSOL enquadram a disputa como enfrentamento direto ao atual governador. Para o petista, a aposta é que a soma das estruturas partidárias e a presença do palanque presidencial de Lula deem musculatura à campanha no maior colégio eleitoral do país até a eleição de outubro.12