O PSB oficializou nesta quarta-feira (29) a candidatura de Geraldo Alckmin a vice-presidente na chapa de reeleição de Lula. A convenção nacional do partido, realizada no centro de convenções Brasil 21, em Brasília, contou com a presença do presidente e também formalizou a coligação entre a legenda e o campo liderado pelo PT para a disputa de outubro.123

A recondução não era surpresa: Lula anunciou ainda em 31 de março que repetiria a composição de 2022, quando a dupla venceu o segundo turno com 60,3 milhões de votos, o equivalente a 50,9% dos válidos. A convenção desta quarta cumpre o rito formal do calendário eleitoral, que prevê o primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro.2

A homologação consolida uma trajetória improvável. Alckmin disputou a Presidência contra Lula em 2006, pelo PSDB, e foi derrotado no segundo turno; migrou para o PSB em 2022, aceitou o posto de vice e, ao longo do mandato, venceu a desconfiança de parte do PT — processo que a própria cobertura política já trata como encerrado, com o ex-rival descrito como companheiro consolidado do presidente.41

O PSB é o segundo partido a formalizar apoio à reeleição, depois do PDT, na semana passada; PCdoB, PV e PSOL já haviam confirmado adesão. A homologação da candidatura do próprio Lula ficará para a convenção do PT, marcada para 2 de agosto, em São Paulo. A leitura política é direta: enquanto a direita chega ao período de convenções dividida entre pré-candidaturas como as de Flávio Biroliro, Caiado e Zema, o campo governista fecha sua chapa sem disputa interna e com o mesmo desenho que venceu em 2022.23