A Polícia Militar prepara mudanças no patrulhamento do Belvedere, com rondas em horários variados e viaturas posicionadas em pontos de maior circulação. Segundo reportagem do Jornal Belvedere publicada em 25 de agosto, o plano foi apresentado por representantes da corporação à associação de moradores após um estudo de vulnerabilidades do bairro. O anúncio não informa quantos policiais serão acrescentados ao serviço nem apresenta calendário de implantação.1

Entre os objetivos está coibir manobras perigosas de carros e motocicletas, especialmente nos encontros de quinta-feira relatados pelo jornal. Também foram propostas intervenções físicas nas ruas, como tachões e faixas elevadas. Essas estruturas aparecem como medidas sugeridas: a reportagem não apresenta autorização, contratação ou prazo de execução que permita tratá-las como obras confirmadas.1

O reforço tem como antecedente uma audiência pública realizada em 5 de agosto na Câmara de Belo Horizonte. Na ocasião, o major Thiago Emanoel explicou que a PM utiliza imagens acessadas pela central de inteligência do 22º Batalhão para orientar o deslocamento das viaturas. Segundo o registro oficial, o Belvedere já contava com dois drones, e a corporação pretendia ampliar o emprego desses equipamentos no patrulhamento preventivo.2

A audiência também expôs uma diferença relevante entre percepção de insegurança e registros policiais. Moradores relataram abordagens de criminosos em motocicletas, enquanto o major informou queda de quase 70% nos furtos a residências em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O percentual se refere a essa modalidade específica; não permite concluir que todos os crimes tenham recuado na mesma proporção.2

Para acompanhar o resultado do plano, será necessário distinguir a redistribuição das rondas de um eventual aumento de efetivo. A PM orientou os moradores a registrar as ocorrências, porque esses dados ajudam a definir onde os recursos serão empregados. As informações disponíveis apontam uma revisão da cobertura policial, mas ainda não permitem medir quanto o atendimento cotidiano será ampliado.12