Documentos da Polícia Federal tornados públicos nesta semana detalham a participação atribuída ao senador Flávio Biroliro nas negociações com Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre Biroliro. A representação descreve cobranças de repasses, acompanhamento das gravações e registros que indicam reuniões. Para os investigadores, as mensagens mostram atuação direta do senador na obtenção dos recursos.1

O material integra uma apuração formal autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a Band, a PF pediu em julho autorização para investigar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A novidade desta semana é a exposição dos elementos reunidos pelos investigadores; a abertura do inquérito ocorreu anteriormente.2

Nas conversas descritas pela CNN, Flávio cobrou em setembro de 2025 pagamentos destinados à produção, demonstrando preocupação com compromissos perante o ator principal e o diretor. Em 22 de outubro, informou que as filmagens haviam começado e pediu uma definição sobre o aporte para buscar outra solução, se necessário. Vorcaro respondeu que resolveria a situação. A sequência é usada pela PF para sustentar que o senador acompanhava a execução financeira do projeto.1

A dimensão financeira também está sob investigação. Conforme a Band, os documentos mencionam uma negociação de US$ 24 milhões para o filme, com parte dos recursos passando pelo fundo Havengate, nos Estados Unidos. A apuração busca esclarecer a origem e o destino do dinheiro e o papel dos envolvidos nas transferências internacionais.2

Flávio afirmou que não tem nada a esconder e defendeu a retirada do sigilo de todo o inquérito do Master, segundo a Band. As suspeitas permanecem em investigação: a divulgação das mensagens apresenta os fundamentos da apuração, mas não equivale a uma condenação nem estabelece, por si só, que os pagamentos negociados fossem criminosos.2