O PDT oficializou neste domingo (26), em convenção na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, a candidatura de Alexandre Kalil ao governo do estado. O evento, com a presença do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e do presidente estadual, o deputado federal Mário Heringer, também homologou as chapas de candidatos pedetistas à Câmara dos Deputados e à Assembleia. O ex-prefeito da capital entra na sucessão de Romeu Zema, que encerra o segundo mandato e não pode disputar a reeleição.12
A homologação ocorre três dias depois de Kalil recuperar os direitos políticos. Em 23 de julho, a segunda instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais o absolveu no processo de improbidade administrativa ligado ao descumprimento de decisão judicial sobre a retirada de portões do Clube dos Caçadores, no bairro Mangabeiras. A condenação em primeira instância havia suspendido seus direitos políticos por cinco anos a contar de julho de 2025 — resultado que, se mantido, o tiraria da disputa deste ano.3
O lançamento expõe o arranjo pouco usual do palanque mineiro. A convenção nacional do PDT, realizada em 20 de julho em Brasília, homologou apoio à reeleição de Lula — encontro ao qual Kalil não compareceu. Segundo Lupi, o candidato está magoado com o presidente, que teria priorizado o senador Rodrigo Pacheco como nome preferido para o governo de Minas, e por isso fará campanha exclusivamente própria, sem subir no palanque presidencial. O PT mineiro, por sua vez, lançou o deputado Patrus Ananias ao Palácio Tiradentes.24
Para Kalil, duas vezes eleito prefeito de Belo Horizonte, a convenção formaliza a segunda tentativa de chegar ao governo estadual, depois da derrota para Zema em 2022. Na leitura editorial, a aposta é que o capital político construído na prefeitura sustente uma candidatura de perfil próprio, sem alinhamento com Lula nem com o campo de Flávio Biroliro — estratégia cujo risco evidente é ser engolida pela polarização nacional que domina o ano eleitoral.12