Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, foi preso nesta sexta-feira, 18 de setembro, depois de se apresentar à polícia em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A Justiça havia determinado sua prisão temporária por 30 dias na investigação sobre suspeitas de ligação entre empresas de ônibus e o PCC. Ele era procurado desde quinta-feira (17).12
A Secretaria da Segurança Pública confirmou a apresentação à CNN Brasil. Leite compareceu à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, onde tramitou o inquérito. Com o cumprimento do mandado, termina a fase de buscas pelo ex-vereador, que havia anunciado que se entregaria em até 24 horas. A prisão tem caráter temporário e não equivale a uma condenação.12
A Operação Vectura Corrupta, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público paulista, apura a entrada da facção no poder público e no transporte coletivo. A ofensiva de quinta-feira teve 16 alvos de ordens de prisão e mandados de busca em 18 endereços. O alcance da investigação envolve empresas responsáveis por um serviço essencial à população.12
Segundo o UOL, os investigadores atribuem a Leite participação nas operações de empresas que seriam controladas pelo PCC. Entre os elementos examinados estão mensagens de terceiros que mencionam o político e relatos de policiais militares sobre uma suposta ligação dele com a Transwolff. São suspeitas sob investigação, contestadas pelo ex-vereador.3
Leite nega ser proprietário da Transwolff e ter envolvimento com a facção. Afirma que sua interlocução com a SPTrans ocorreu a pedido do então prefeito Bruno Covas, durante uma greve em 2019. Antes da entrega, policiais haviam procurado o ex-vereador em Sorocaba nesta manhã e apreendido reais e dólares em um imóvel ligado a um ex-assessor.3