Um ônibus de excursão que trazia moradores de Belo Horizonte e de cidades da região metropolitana de volta para Contagem tombou na BR-262, em Ibatiba, na região do Caparaó, no Espírito Santo. O acidente ocorreu na noite de domingo (27), no trecho conhecido como Curva da Ferradura. O Corpo de Bombeiros capixaba foi acionado às 21h22, e o resgate se estendeu pela madrugada desta segunda (28). O veículo havia partido de Itaoca, praia de Itapemirim, no litoral sul do estado.123

O número de mortos ainda aparece de formas diferentes conforme a fonte. Os bombeiros confirmam três óbitos: duas pessoas já estavam sem vida quando as equipes chegaram, e a terceira morreu durante o atendimento do Samu. A própria corporação havia informado nove mortes num primeiro momento e depois corrigiu o dado; o número maior, atribuído à Polícia Rodoviária Federal, continuava em parte do noticiário nacional no início da manhã. Os feridos são 44 na conta do jornal capixaba A Gazeta e cerca de 40 na da Itatiaia.124

Há crianças entre os feridos, que foram levados a hospitais da região. Apesar da suspeita inicial, os bombeiros não precisaram retirar ninguém das ferragens. Os nomes das vítimas e o da empresa responsável pela viagem não foram divulgados. A causa do tombamento não está esclarecida: um passageiro relatou que o ônibus teria apresentado problemas mecânicos durante o trajeto, mas isso é depoimento, não conclusão de perícia.1234

O local tem antecedente recente com o mesmo roteiro. Em 23 de novembro de 2025, outro ônibus de turismo que seguia de Guarapari para Contagem tombou na mesma Curva da Ferradura, em Ibatiba. Duas mulheres morreram, e a rodovia ficou interditada por mais de seis horas, até as 3h15 do dia seguinte.5

Leitura editorial: são dois acidentes em dez meses, na mesma curva, com ônibus de excursão que voltavam do litoral capixaba para a mesma cidade da Grande BH. A coincidência não prova causa comum, mas coloca sob exame tanto as condições do trecho quanto a fiscalização dos veículos fretados para esse tipo de viagem, muito procurado na região metropolitana. Faltam, por ora, a identificação das vítimas, o nome da empresa e um balanço oficial único de mortos e feridos — dados que podem alterar o quadro descrito aqui.15