A ampliação do Trevo do Belvedere exigirá a supressão de 204 árvores, segundo informação da Superintendência de Desenvolvimento da Capital. O corte abrirá espaço principalmente no entorno da Lagoa Seca, onde será implantada mais uma faixa de tráfego. A Sudecap diz que a compensação ambiental prevê 3 mil árvores e que o plantio começou em março, antes das supressões, com espécies nativas como ipês, dedaleiro e sibipiruna. A prefeitura também prevê formar uma cortina arbórea na área verde remanescente e manter ações de reflorestamento durante a obra.12
A intervenção amplia de cinco para seis as faixas do viaduto e acrescenta uma faixa entre o trevo e a Praça Marcelo Góes Menicucci, no sentido Nova Lima–Belo Horizonte. Também estão previstas a reconstrução da barreira de concreto, a adequação das alças para a Avenida Raja Gabaglia e uma nova estrutura em três vãos. É uma obra situada no principal gargalo entre Nova Lima, Belvedere, BH Shopping e os corredores da MGC-356 e da BR-040; portanto, o efeito da intervenção e de seu canteiro extrapola o quarteirão e alcança deslocamentos diários de toda a região.13
O cronograma, porém, já perdeu a referência original. Após a interrupção e o cancelamento do contrato anterior, a conclusão passou a ser indicada para o segundo semestre de 2028. O plantio antecipado é uma medida relevante, mas não encerra a fiscalização necessária: a equivalência ambiental não depende apenas da quantidade de mudas, e sim de localização, sobrevivência e manutenção das árvores ao longo dos anos. Para quem atravessa o trevo, também importam a transparência sobre as etapas de corte e as mudanças temporárias de circulação enquanto a nova contratada executa o restante do serviço.123