A Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda-feira (3) e mobiliza ao mesmo tempo as redes públicas de Belo Horizonte e de Nova Lima até 31 de agosto. O público-alvo são crianças e adolescentes menores de 15 anos, que poderão colocar em dia qualquer vacina em atraso do calendário oficial. Na capital, a oferta estará disponível nos 154 centros de saúde e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante; é preciso apresentar a caderneta de vacinação, documento com foto e CPF do menor.12
A novidade desta edição é o segundo reforço contra a poliomielite para crianças de 4 anos, que BH passa a aplicar já na segunda, seguindo a atualização do Calendário Nacional de Vacinação. O esquema agora prevê três doses, aos 2, 4 e 6 meses, um reforço aos 15 meses e outro aos 4 anos. O pano de fundo não é trivial: a cobertura contra a pólio em menores de 1 ano na capital está em 88,7%, abaixo da meta de 95% do Ministério da Saúde — e, embora o vírus não circule no Brasil, é justamente essa margem que separa a erradicação mantida de um risco de reintrodução.12
Em Nova Lima, a campanha também abre no dia 3, com ênfase declarada da Secretaria Municipal de Saúde na vigilância contra o sarampo e mais de 20 pontos de vacinação funcionando de segunda a sexta, entre 8h e 19h30, conforme a unidade. O Dia D de mobilização está marcado para sábado, 22 de agosto. Para quem vive na região dos Cristais, a UBS Cristais atende às segundas e sextas, das 8h às 19h30; a lista inclui ainda as unidades do Centro, Jardim Canadá I e II, Honório Bicalho, Santa Rita, Bela Fama e Macacos, além de atendimento descentralizado em localidades como Cabeceiras e Vale do Sol. Os responsáveis devem levar o documento de identidade do menor e a caderneta de vacinação.34
Para o morador do eixo Belvedere–Vila da Serra–Vale dos Cristais, na prática as duas redes se somam: dá para vacinar tanto nos centros de saúde de BH quanto nos pontos nova-limenses, e a data que interessa a pais de crianças de 4 anos é a próxima segunda-feira. A leitura editorial é direta: quando a cobertura de pólio de uma capital fica seis pontos abaixo da meta, campanhas como esta deixam de ser burocracia sanitária de agosto e viram a principal ferramenta para fechar uma lacuna real de proteção coletiva.23