Uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira (16) que a Confederação Brasileira de Vôlei permita a participação de Tifanny Abreu, do Osasco, na Supercopa Feminina de 2026 e na Superliga Feminina de 2026/27. A ordem exige cumprimento imediato e estabelece multa de R$ 5 mil por partida em que a atleta seja impedida de jogar por descumprimento da decisão.12
O efeito concreto é retirar, provisoriamente, o impedimento à atuação da jogadora nas duas competições nacionais. A decisão alcança tanto a Supercopa desta sexta quanto a temporada da Superliga. Seu alcance, portanto, ultrapassa a liberação para uma única partida, embora ainda dependa do andamento da disputa judicial.12
O conflito surgiu depois que a CBV adotou uma nova política de elegibilidade que exclui atletas trans das competições femininas. Na quinta-feira (15), a entidade aceitou as inscrições das demais jogadoras do Osasco, mas manteve pendente o registro de Tifanny. A atleta e o clube recorreram para tentar assegurar sua participação nos torneios nacionais.1
A primeira tentativa passou pela Justiça Desportiva, que negou o pedido de liminar no fim da manhã desta sexta. A defesa apresentou recurso ao Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva e também procurou a Justiça comum. Foi nessa segunda frente que obteve a ordem favorável, cerca de uma hora e meia antes do confronto com o Praia Clube.1
A autorização tem caráter provisório: não encerra o debate judicial sobre a regra da confederação nem equivale a um julgamento definitivo. Por ora, a obrigação estabelecida para a CBV é permitir que Tifanny participe das competições abrangidas pela liminar, sob a penalidade financeira fixada para cada partida em que houver descumprimento.12