Um helicóptero de passeio turístico caiu na manhã deste sábado (8) em área de mata da região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, dentro do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. As quatro pessoas a bordo morreram: o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas da mesma família — Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique. A aeronave, um Robinson R44 de prefixo PP-MFS operado pela empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP), explodiu ao atingir a encosta, e as chamas se alastraram pela vegetação. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11 e localizou os destroços com apoio do Grupamento de Operações Aéreas.1345
As passageiras faziam um voo panorâmico na modalidade de portas abertas — formato vendido para fotos sem a barreira das janelas —, com roteiro previsto de cerca de 20 minutos ao preço de R$ 2.550. Elas integravam um grupo de seis parentes em viagem ao Rio que se dividiu para o passeio: três embarcaram no primeiro voo e morreram, enquanto os outros três aguardavam em terra a vez de voar quando o helicóptero caiu.26
O resgate dos corpos, todos carbonizados, mobilizou cerca de 40 militares e 11 viaturas em terreno íngreme, com trechos de precipício em que as equipes só conseguiram trabalhar com cordas e equipamentos de segurança. Bombeiros especializados em incêndio florestal foram deslocados para conter o fogo aberto pela explosão do combustível, controlado ainda durante a operação.45
As causas da queda não foram divulgadas. O Cenipa, órgão da Aeronáutica responsável pela investigação de prevenção, vai apurar o acidente, e a Polícia Civil do Rio conduz a frente criminal do caso. Nada do que se sabe até agora aponta para falha específica, mecânica ou humana. O que a tragédia já escancara, porém, é a escala do turismo aéreo carioca: voos curtos e caros, operados com helicópteros leves de quatro lugares como o R44, cruzando o tempo todo uma floresta densa e acidentada em que qualquer pane deixa pouquíssima margem para um pouso de emergência.14