A greve dos ferroviários iniciada à 0h desta terça-feira, 4 de agosto, afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, que ligam a capital à zona leste, ao Alto Tietê e ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de automóveis para reduzir o impacto sobre os deslocamentos. A medida não libera caminhões e veículos fretados de suas restrições próprias, nem autoriza carros comuns a circular por corredores e faixas exclusivas de ônibus.12
Os demais serviços sobre trilhos não participam da paralisação: as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, além do Metrô e do monotrilho, têm previsão de funcionamento normal. Ainda assim, o alcance territorial dos três ramais atingidos tende a pressionar as integrações e as alternativas rodoviárias. A greve foi confirmada em assembleia na noite de segunda-feira e não tem prazo definido para terminar, depois que uma reunião entre representantes dos trabalhadores e do governo paulista não produziu acordo.12
O conflito nasce da transferência das linhas 11, 12 e 13 para a concessionária Trivia Trens. Os ferroviários exigem preservação de empregos e direitos na transição e defendem que trabalhadores da CPTM possam ser absorvidos por outros órgãos estaduais; o sindicato estima que 2.300 postos estejam em risco. A disputa ganhou urgência porque a Artesp retirou temporariamente a operação da concessionária após falhas graves nos primeiros dias do contrato, incluindo um princípio de incêndio em 23 de julho. A CPTM reassumiu os ramais por 90 dias, mas o governo não garantiu a permanência dos empregados ao fim desse período. A greve, portanto, combina uma interrupção imediata do transporte com um impasse ainda aberto sobre quem operará o sistema e com qual quadro de pessoal.12