Uma chuva de granizo que durou entre cinco e dez minutos foi suficiente para atingir mais de mil residências em Três Palmeiras, município de pouco mais de 4,2 mil habitantes na região de Nonoai, norte do Rio Grande do Sul. O temporal começou às 4h37 da madrugada deste sábado (29), e o levantamento inicial da Defesa Civil municipal indica que cerca de 60% do território da cidade foi afetado.123
Os danos concentram-se em telhados quebrados e casas invadidas pela água da chuva que veio junto com o gelo. Moradores descreveram pedras do tamanho de ovos de galinha. A prefeitura ainda avalia prejuízos em lavouras, veículos, comércio e prédios públicos, o que deve elevar a conta nos próximos dias. Campo Novo, na mesma região, também registrou queda de granizo. Nenhuma das apurações disponíveis até a tarde mencionava feridos.23
A resposta imediata é a distribuição de lonas para cobrir os imóveis destelhados, retiradas no Parque de Máquinas da Prefeitura e no Ginásio da Vila Progresso. Um abrigo municipal foi aberto e recebeu famílias, mas o número de pessoas acolhidas não foi divulgado. O Corpo de Bombeiros de Nonoai foi acionado para reforçar o atendimento. Até o momento não há notícia de decreto de situação de emergência, passo que costuma vir depois da consolidação do levantamento e que abre caminho para recursos estaduais e federais.23
Leitura editorial: numa cidade desse porte, mil casas danificadas significa que praticamente todas as famílias do perímetro urbano sofreram algum estrago, e lona é solução para dias, não para semanas. O que define o tamanho real do problema é o que vier a seguir — o balanço de lavouras numa região agrícola, a velocidade de reposição de telhas num mercado regional que ficará pressionado e a eventual decretação de emergência. O evento repete o padrão de 2026 no interior gaúcho, que já teve temporais destrutivos em fevereiro e julho, e chega no fim de um inverno marcado por alertas recorrentes de tempo severo no estado.12