O governo federal anunciou nesta sexta-feira, 9 de outubro, a ampliação da desoneração da gasolina e dos subsídios ao etanol e ao diesel importado. O pacote tem duração de 30 dias e custo estimado de R$ 5,2 bilhões. A decisão ocorre 16 dias antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, mas seu alcance vai além da campanha: altera a cobrança de tributos e o apoio financeiro à oferta de combustíveis.1
Na gasolina, a redução dos tributos federais passa de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro. As alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide sobre importação e comercialização ficam zeradas. Para entender o tamanho da mudança, é preciso distinguir a desoneração total do acréscimo anunciado agora: em relação ao desconto anterior, a diferença é de R$ 0,26 por litro. Esse cálculo descreve a mudança tributária; não comprova uma queda equivalente no preço cobrado pelos postos.1
A renovação também evita o encerramento do benefício sobre gasolina e etanol, previsto para esta sexta-feira. A desoneração do etanol era de R$ 0,19 por litro. No diesel, já existia uma subvenção de até R$ 1 por litro. Segundo a estimativa divulgada em setembro e reproduzida pelo O Tempo, as três ações então vigentes tinham impacto mensal aproximado de R$ 7 bilhões — referência anterior que não deve ser confundida com o custo informado para o novo pacote.2
A manutenção dos benefícios muda a trajetória indicada anteriormente pelo Ministério da Fazenda, que havia falado em retirada gradual dos subsídios. A pasta atribui a continuidade à guerra no Irã e à pressão internacional sobre o petróleo. A leitura econômica é direta: o governo prolonga o uso de recursos públicos para amortecer essa pressão. Para o consumidor, o resultado ainda precisa aparecer nos preços efetivamente praticados; o anúncio tributário, sozinho, não mede quanto será economizado em cada abastecimento.21