O presidente do STF, Edson Fachin, retirou de pauta nesta quinta-feira (17) a sessão marcada para a próxima quarta (23), que avaliaria a conduta do ministro André Mendonça nos desdobramentos do caso Banco Master. A Petição 16.704 foi redesignada sem nova data: segundo o despacho de Fachin, a inclusão em pauta só será decidida depois que a Corte resolver um impasse processual aberto na sessão anterior, sem prazo estipulado para isso.123

O adiamento decorre de questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes na sessão extraordinária de terça-feira (15), quando o plenário discutia as mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que citam Alexandre de Moraes. Mendes propôs reunir a análise sobre Mendonça à Petição 16.662, redistribuir os dois processos, adotar rito único para os ministros mencionados nas trocas com Vorcaro e abrir prazo de manifestação à PGR e aos magistrados citados.23

A deliberação sobre essa questão de ordem travou depois que Flávio Dino pediu vista, suspendendo o tema por até 90 dias, prazo regimental para o retorno do processo ao plenário. Como a resposta a esse ponto prévio interfere diretamente na relatoria e no rito da apuração sobre Mendonça, Fachin optou por aguardar a definição antes de remarcar a sessão que trataria da conduta do colega.23

O adiamento prolonga a indefinição sobre se Mendonça será formalmente investigado por sua atuação nos desdobramentos do caso Master, depois que a Polícia Federal entregou à Corte, a pedido de Moraes, relatório apontando indícios de conduta irregular do ministro contra colegas. No mesmo dia, Mendonça afirmou publicamente que já esperava reação à sua conduta e disse não ter motivo para temer críticas ou intimidações.41