Os Estados Unidos determinaram nesta quarta-feira (21 de outubro) a saída de funcionários não essenciais de sua embaixada em Riad e dos consulados na Arábia Saudita, além de familiares de servidores americanos. A confirmação do Departamento de Estado, relatada pela Associated Press, transforma em ordem uma retirada que vinha sendo preparada diante dos ataques dos houthis e do risco de novas hostilidades.12
O alcance da operação exige cautela. Uma fonte diplomática disse à AFP que todos os funcionários americanos da embaixada e seus familiares receberam ordem de partir. Já a informação oficial reproduzida pela AP especifica pessoal não essencial. As duas descrições não permitem afirmar que a missão será inteiramente evacuada ou que haverá rompimento das relações diplomáticas com o governo saudita.13
Mais cedo, três autoridades americanas haviam informado à Reuters que Washington preparava saídas obrigatórias de funcionários e familiares de embaixadas no Golfo. Duas delas associaram a medida à possível retomada de hostilidades, sobretudo com os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã. A embaixada em Riad também divulgou um alerta sobre a possibilidade de novos ataques em território saudita.2
A preocupação acompanha danos que já atingiram instalações civis. Segundo o aviso de viagem citado pela AP, os ataques houthis contra aeroportos e outras estruturas críticas sauditas provocaram vítimas e graves transtornos de transporte. A Reuters também registrou ataques recentes e mortais, incluindo contra o aeroporto de Riad. Portanto, a decisão americana responde a uma ameaça que já produziu consequências concretas.12
Há ainda uma dimensão regional: a fonte ouvida pela AFP relatou ordens de saída para familiares de funcionários das embaixadas nos Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Catar e Bahrein. Esse relato deve permanecer atribuído. A retirada na Arábia Saudita está confirmada, mas não comprova, por si só, que uma nova ofensiva militar tenha sido decidida.31