Três petroleiros iranianos foram atingidos por forças dos Estados Unidos no sábado, 5 de setembro, em uma nova rodada de ataques nas águas próximas ao Irã. O Comando Central americano apresentou a operação como resposta ao lançamento de mísseis balísticos pela Guarda Revolucionária contra dois navios de guerra dos EUA. Segundo Washington, nenhum militar americano ficou ferido.1

O balanço americano aponta dois petroleiros incapacitados permanentemente e um terceiro, sem carga, destruído. Este último estava no golfo de Omã, e sua tripulação recebeu ordem para abandonar a embarcação antes do ataque. A televisão estatal iraniana também noticiou os ataques e informou a retirada de tripulantes. A extensão dos danos descrita pelos EUA não foi verificada de forma independente nas reportagens consultadas.2

Um dos alvos estava próximo à ilha de Kharg, por onde passavam 90% das exportações iranianas de petróleo antes da guerra. A agência iraniana Tasnim relatou quatro impactos de mísseis na área de ancoragem e, citando fontes locais, informou que não houve vítimas naquele ataque. A localização torna o episódio especialmente relevante para a capacidade de exportação do país.1

Mais tarde, a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado três petroleiros e outras três embarcações ligadas aos americanos. A AP informou que essa alegação não pôde ser confirmada imediatamente. Assim, o anúncio iraniano não estabelece, por si só, que seis embarcações tenham sido atingidas.2

O confronto ocorre numa rota já comprometida pela guerra e pelo bloqueio americano aos portos iranianos. Antes do conflito, o estreito de Ormuz transportava cerca de um quinto da oferta mundial de petróleo. Os ataques acrescentam risco físico à circulação de navios nesse corredor energético.1