Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia assinaram nesta terça-feira, 22 de setembro, em Nova York, um acordo de segurança para ampliar a presença militar americana na ilha ártica. Donald Trump participou da assinatura com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o chefe do governo groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, à margem da Assembleia Geral da ONU.1
A mudança operacional prevista é a instalação de áreas de defesa em Narsarsuaq, no sul, e Mestersvig, no leste. Segundo a Associated Press, o texto também permite estabelecer outras áreas e reforçar operações ou instalações militares. O pacto, portanto, oferece uma base formal para expandir a estrutura americana no território.2
Atualmente, os Estados Unidos mantêm na Groenlândia a base espacial de Pituffik, antes chamada Thule, após décadas de redução de sua presença. Trump afirmou que pretende começar imediatamente a construção de duas grandes bases. Essa declaração expressa o cronograma desejado pelo presidente; a assinatura, por si só, não comprova que as obras começaram.1
Há uma etapa institucional a cumprir. Em comunicado divulgado em 18 de setembro, o governo dinamarquês informou que, depois de assinado, o acordo precisaria passar pelos procedimentos parlamentares necessários para entrar em vigor. A distinção importa: o compromisso político já foi formalizado pelos três governos, mas sua execução deve ser acompanhada separadamente da cerimônia de assinatura.3
O mesmo comunicado estabelece como parâmetros o reconhecimento da soberania e da integridade territorial do Reino da Dinamarca e do direito dos groenlandeses à autodeterminação. A ampliação militar prevista deve ser entendida dentro desses limites. Na leitura editorial, o ponto a observar agora é como a autorização para novas instalações será implementada, preservadas as garantias territoriais apresentadas pelos governos.23