As buscas nos túneis soterrados do Nepal encontraram sobreviventes mais de uma semana depois da enchente. Na sexta-feira, 4 de setembro, dois trabalhadores foram retirados da usina Upper Trishuli 3A. Neste sábado (5), o Exército informou o resgate de um homem em outra operação, num túnel de 225 metros, com participação de especialistas sul-coreanos. Ele passava por avaliação de saúde. A operação internacional continua procurando pessoas entre estruturas danificadas, galerias e escombros dos projetos hidrelétricos.12
Os trabalhadores encontrados na sexta são Sanjay Sah, encarregado mecânico, e Kabir Maharjan, supervisor mecânico. Ambos foram levados a um hospital militar em Katmandu e estavam em terapia intensiva, com sinais vitais estáveis. Segundo um assessor do ministro da Energia, Maharjan apresentava dificuldade para mover braços e pernas.1
A dimensão da emergência cresceu desde o balanço anterior: a DW registrou 1.252 mortos e mais de 4,2 mil desaparecidos somente no Nepal. No Tibete, a contagem chinesa era de 21 mortes e 541 desaparecidos. Esses números têm recortes territoriais diferentes e não devem ser confundidos com uma contagem exclusiva dos trabalhadores das usinas.1
Pelo menos 900 trabalhadores estavam desaparecidos nos projetos hidrelétricos, e autoridades e representantes do setor estimavam cerca de 500 dentro de túneis. Lama, pedras e acessos destruídos dificultam a aproximação das equipes. A associação dos produtores independentes de energia informou danos em 12 projetos, com capacidade combinada de 670 megawatts.1
Os resgates confirmam que as operações ainda encontram pessoas vivas. Isso, porém, não permite antecipar o resultado das buscas pelos demais desaparecidos: os sobreviventes localizados são casos confirmados, enquanto a presença de outras pessoas nas partes bloqueadas das instalações continua sendo investigada pelas equipes.12