O Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do país, suspendeu pousos e decolagens entre 21h37 e 22h07 da noite de quarta-feira (19) depois que drones não identificados foram avistados perto da cabeceira da pista 28. A paralisação, de cerca de 30 minutos, forçou o desvio de 14 voos que tinham Guarulhos como destino: quatro para Confins (MG), quatro para o Galeão (RJ), três para Viracopos, em Campinas (SP), dois para Ribeirão Preto (SP) e um para Curitiba (PR).12

Segundo o aeroporto, os equipamentos deixaram a área de aproximação das aeronaves ainda na noite de quarta, permitindo a normalização das operações no mesmo dia. Não houve registro de feridos ou danos a aeronaves. A concessionária GRU Airport reforçou que o uso de drones nas imediações do sítio aeroportuário coloca em risco a aviação e a integridade das pessoas, e autoridades de controle de tráfego aéreo e segurança pública foram acionadas para neutralizar a interferência.12

A Anac afirma que a presença não autorizada de drones no espaço aéreo de um aeroporto pode provocar suspensões temporárias de voos, atrasos e interrupções na movimentação de aeronaves. Operações de drones perto de aeroportos exigem autorização prévia pelo Sarpas, sistema do Decea, e desde julho de 2026 a agência adota uma classificação por categoria de risco, e não mais por peso do equipamento — mudança que não impediu o episódio em Guarulhos.1

O caso expõe uma fragilidade crescente na segurança de infraestrutura aérea brasileira: incursões não autorizadas de drones perto de pistas já obrigaram paralisações semelhantes em aeroportos do país em anos anteriores, mas a reincidência em um dos hubs mais movimentados do Brasil — por onde passam dezenas de milhares de passageiros por dia — reacende a discussão sobre fiscalização e capacidade de resposta rápida a esse tipo de ameaça, sem que haja, até o momento, identificação dos responsáveis pelo voo dos aparelhos.21