A turbulência nos ativos brasileiros avançou dos contratos futuros para o mercado de ações nesta segunda-feira, 26 de outubro. O Ibovespa chegou a registrar queda de 17%, e a B3 interrompeu temporariamente os negócios por meio do circuit breaker. Foi o primeiro acionamento do mecanismo desde março de 2020, durante a crise financeira provocada pela pandemia.14
No câmbio, o dólar atingiu R$ 5,6048. Por volta das 10h20, era negociado a R$ 5,5953, com alta de 12,06%. São cotações da manhã, sujeitas a oscilações, e não valores de fechamento. O movimento ampliou a pressão já observada na abertura, quando a moeda americana havia chegado a R$ 5,42.2
Em comunicado, a B3 informou que a primeira paralisação duraria 30 minutos e alcançaria ações, renda fixa privada e opções referenciadas nos ativos e índices especificados pela bolsa. Durante a pausa, ofertas que não estivessem participando de leilão poderiam ser canceladas. A retomada foi programada por meio de leilão entre 10h30 e 10h35.3
O procedimento tem gatilhos definidos: uma queda de 10% do Ibovespa em relação ao fechamento anterior interrompe as operações por meia hora. Se, depois da retomada, a perda alcançar 15%, a regra prevê uma hora de suspensão. Aos 20%, cabe à B3 determinar a duração da nova pausa. O mecanismo organiza a negociação em momentos extremos; não estabelece um piso para os preços.1
A sessão ocorre após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada no domingo, 25. Segundo a Folha, investidores revisaram posições que haviam favorecido os ativos brasileiros depois do primeiro turno, diante da expectativa de vitória de Flávio Biroliro. A reação financeira expressa essa mudança de expectativas, mas não equivale, por si só, a uma alteração já realizada na política econômica.1