Ataques a imagens e espaços religiosos em diferentes estados serão objeto de investigação federal por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira, 30 de setembro. O despacho requisita a abertura de inquérito e encaminha o material à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Os episódios envolvem símbolos católicos e de religiões de matriz africana.1

Segundo apuração da CNN Brasil, a PF avaliou que há elementos para iniciar a investigação e decidiu abrir o procedimento, previsto para a tarde desta quarta. A condução ficará com a Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, a Dicor. A reportagem consultada informa a decisão de instaurar o inquérito, sem confirmar que a formalização já tenha sido concluída.2

Há um episódio da Região Metropolitana de Belo Horizonte entre os registros reunidos: um terreiro de umbanda em Esmeraldas teve imagens de orixás destruídas e objetos religiosos furtados. O despacho também menciona destruição de imagens de santos em Salvador, Londrina, Rio Grande, Maceió e Mato Grosso. Segundo a Agência Brasil, o ministro relacionou 11 casos noticiados nos últimos meses.13

Dino fundamentou a atuação federal no alcance dos episódios em mais de um estado, na necessidade de resposta uniforme e nos possíveis crimes contra direitos humanos. A decisão permite reunir os casos em um único procedimento ou dividir as apurações. Entre as suspeitas apontadas estão discriminação religiosa, ofensa a objetos de culto, ameaça, dano, furto e incêndio; os enquadramentos ainda dependem da investigação.1

As notícias reunidas abrangem ocorrências de março a setembro de 2026. Esse conjunto motivou a ordem de apuração, mas não demonstra, por si só, uma ação coordenada nacionalmente. O passo concreto agora é a entrada da PF para esclarecer os episódios e suas responsabilidades; a existência de uma articulação entre eles permanece uma questão a investigar.2