A rede dos Correios chega a esta sexta-feira, 11 de setembro, com uma greve nacional por tempo indeterminado aprovada pelos trabalhadores. Segundo a Findect, as assembleias de quinta-feira (10) rejeitaram a proposta da empresa e decidiram pela interrupção das atividades, com início às 22h. Na Bahia, a paralisação também foi confirmada em reportagem do Mídia Bahia, que aponta prejuízo à distribuição de encomendas e correspondências.12

A Findect informou aprovação nas seis bases que representa: São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul. A entidade afirma que decisões semelhantes ocorreram em praticamente todo o país. Esse alcance descreve as deliberações sindicais; as fontes consultadas não apresentam um percentual nacional de empregados parados nem um levantamento das unidades que mantêm atendimento.12

O plano de saúde é um dos principais pontos de desacordo, segundo a federação. Na Bahia, o sindicato Sincolteba também relaciona a mobilização à recomposição das perdas salariais e à preservação de benefícios do acordo coletivo, entre eles o adicional de 70% sobre as férias. As críticas dos representantes dos trabalhadores abrangem ainda a reestruturação da estatal. Essas são as reivindicações apresentadas pelas entidades, sem comprovação, nas páginas consultadas, de que todas as mudanças contestadas já tenham sido implementadas.12

A interrupção sucede tentativas de negociação entre sindicatos, direção dos Correios e Tribunal Superior do Trabalho. Para quem depende do serviço postal, a consequência imediata é o risco de atraso, cuja dimensão ainda não está quantificada. A reportagem sobre a Bahia prevê fechamento de agências nesta sexta, mas não fornece uma lista. Também não há, nessas fontes, prazo de normalização ou balanço operacional da empresa que permita afirmar como cada região será afetada.2