O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões do lucro obtido pelo fundo em 2025 entre cerca de 138,2 milhões de trabalhadores com conta vinculada. O montante corresponde a 89% do resultado do ano passado, que somou R$ 14,7 bilhões — desempenho 7,7% superior ao de 2024. Segundo o registro da reunião, a decisão foi unânime.123
Tem direito quem possuía saldo em conta ativa ou inativa em 31 de dezembro de 2025. O crédito é automático, sem pedido ou cadastro: o Ministério do Trabalho e Emprego prevê os depósitos para a primeira quinzena de agosto, e o prazo regulamentar para a Caixa concluir a operação vai até o dia 31 do mesmo mês.12
O valor de cada um é proporcional ao saldo no fim do ano — não há parcela fixa. Como as contas somavam R$ 698,1 bilhões em 31 de dezembro, o rateio acrescenta 1,87 ponto percentual à rentabilidade: na prática, cerca de R$ 18,70 para cada R$ 1.000 depositados. Somado à correção ordinária de TR mais 3% ao ano, o rendimento de 2025 chega a 6,90%, ganho real de 2,53 pontos sobre o IPCA de 4,26% do período.12
O reforço não cria janela extraordinária de saque. O dinheiro segue preso às hipóteses da Lei 8.036/1990, como demissão sem justa causa, compra da casa própria, doença grave e calamidade pública, e não altera o cálculo da multa rescisória em desligamentos futuros.2
O rateio deste ano fica entre os R$ 15,2 bilhões distribuídos em 2024 e os R$ 12,9 bilhões de 2025, consolidando a repartição da maior parte do lucro como política permanente do conselho. Para o cotista, é um paliativo relevante: sem a distribuição, a remuneração básica do FGTS teria ficado abaixo da inflação mais uma vez — e a rentabilidade final de 6,90% só se sustenta enquanto o fundo seguir lucrativo e o conselho, disposto a dividir.23