O ciclone extratropical que provocou chuva forte e inundações no Rio Grande do Sul avançava para o oceano nesta sexta-feira (21), mas sua frente fria ampliou a área de risco. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê ventos intensos e possibilidade de vendaval no litoral do Sudeste e no sul da Bahia. No Sul, a chuva perde força, enquanto a massa de ar polar derruba as temperaturas e pode produzir geada nas áreas serranas durante o sábado (22).12
No Rio de Janeiro, o efeito deixou de ser apenas uma previsão meteorológica e passou a alterar a operação da cidade. A capital entrou em estágio 2, e a prefeitura anunciou o fechamento dos parques municipais ao meio-dia. Até o início da manhã, estações municipais já haviam medido rajadas de 50 km/h em Santa Cruz e 53 km/h no Vidigal. Agentes também retiraram praticantes de esportes do mar em Copacabana, enquanto o município preparava um alerta para celulares recomendando abrigo durante o período de vento mais forte.3
A faixa mais exposta acompanha o litoral de São Paulo e do Rio. A previsão meteorológica citada pela Globo indica rajadas entre 70 km/h e 90 km/h em trechos costeiros, com avanço da Costa Verde para a Região Metropolitana, a Região dos Lagos e o norte fluminense. No interior paulista, os ventos também podem alcançar entre 50 km/h e 70 km/h; em Minas Gerais, os efeitos devem se concentrar no Sul, na Zona da Mata e, com levantamento de poeira, em partes do Triângulo.12
O quadro exige atenção sobretudo por quedas de árvores, destelhamentos, objetos projetados pelo vento e redução pontual da visibilidade. A mudança, porém, não significa que o ciclone esteja cruzando diretamente o Sudeste: ele se afasta sobre o Atlântico, enquanto a circulação associada e a frente fria transportam vento e ar polar pelo Centro-Sul. A recomendação prática é acompanhar os avisos locais e evitar áreas arborizadas, estruturas frágeis e atividades marítimas durante as rajadas.123