A chuva da madrugada e da manhã desta segunda-feira (5) voltou a entrar no Hospital Júlia Kubitschek, no Barreiro, em Belo Horizonte. Gravações recebidas pela Itatiaia e pelo BHAZ mostram água pelo teto, paredes e áreas de circulação. O episódio atinge uma unidade em funcionamento e coloca em discussão a segurança dos espaços usados por pacientes e profissionais durante a substituição da cobertura.12

O BHAZ recebeu relatos de pacientes realocados por causa das goteiras e identificou infiltrações no corredor do CTI e na ala G, destinada a pacientes com sintomas respiratórios. À Itatiaia, a diretora-executiva do Sind-Saúde Minas Gerais, Neuza Freitas, afirmou que a ala G precisou ser esvaziada. Ela também apontou problemas no laboratório, com risco para equipamentos, e a necessidade de mudar trabalhadores de algumas salas.12

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais apresenta outra explicação para a desocupação. Em resposta à Itatiaia, informou que os leitos das alas diretamente envolvidas na obra já estavam vazios para permitir a intervenção. A fundação reconheceu novos pontos de entrada de água no ambulatório de especialidades e nas rampas de acesso nesta segunda, mas afirmou que não houve impacto no atendimento. As versões não esclarecem quantos pacientes teriam sido realocados nem quando isso ocorreu.12

O problema já havia aparecido no sábado (3). O Estado de Minas recebeu imagens de infiltrações no laboratório, em enfermarias e em passagens entre alas. Na ocasião, a Fhemig também reconheceu a entrada de água em trechos com o telhado em substituição e informou que a empresa responsável e a manutenção trabalhavam na contenção, limpeza e proteção dos ambientes.3

A questão prática é manter a circulação e o cuidado seguros enquanto a obra avança. Os relatos dos trabalhadores apontam risco de escorregões e tempo gasto secando pisos e improvisando recipientes. A Fhemig diz que mantém medidas de contenção e acompanhamento permanente. Até esta apuração, não há confirmação de suspensão geral do atendimento; há, porém, infiltrações documentadas em dias diferentes e divergência sobre seus efeitos na rotina hospitalar.123