A Justiça converteu em preventiva, na manhã desta quarta-feira (22), a prisão do sargento da Polícia Militar de Minas Gerais Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos. Ele havia sido detido em flagrante após levar ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens, em Belo Horizonte, a companheira Michele Leão Azevedo, capitã da mesma corporação, já sem vida. A decisão foi tomada pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves durante audiência de custódia na capital. Segundo informações atribuídas ao Fórum Lafayette, o magistrado considerou a manutenção da custódia necessária para garantir a ordem pública.12

Michele, de 41 anos, chegou à unidade hospitalar na noite de segunda-feira (20) com várias lesões. A explicação inicial apresentada pelo marido mencionava uma queda de escada, mas os ferimentos observados pela equipe médica foram considerados incompatíveis com essa narrativa, o que levou ao acionamento da polícia. A Polícia Civil ratificou o flagrante por suspeita de feminicídio depois de ouvir o militar no Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa. A causa precisa da morte ainda depende dos laudos periciais; portanto, a conversão da prisão é uma medida cautelar e não equivale a condenação.123

O auto de prisão em flagrante está sob segredo de justiça desde terça-feira (21), medida destinada a restringir o acesso público aos detalhes do processo. Com a preventiva, o sargento permanece preso enquanto a investigação reúne provas e a Justiça avalia os próximos atos do caso. O avanço relevante desta quarta-feira não altera a condição jurídica central — ele continua investigado, sem julgamento definitivo —, mas afasta por ora a possibilidade de responder em liberdade depois do flagrante. A apuração precisa esclarecer a dinâmica das horas anteriores à chegada de Michele ao hospital e confrontar as versões apresentadas com exames, registros e demais elementos técnicos.12