O Tribunal Superior Eleitoral divulgou nesta segunda-feira (20) as estatísticas consolidadas do eleitorado para as eleições de outubro: 158,7 milhões de pessoas estão aptas a votar, crescimento de 1,4% em relação a 2022. O cadastro eleitoral havia sido fechado em maio, 150 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro; um eventual segundo turno acontece em 25 de outubro.15

As mulheres seguem como o maior bloco do eleitorado: são 83,9 milhões de títulos, cerca de 52% do total, contra aproximadamente 48% de homens. A proporção repete o padrão das últimas eleições e mantém o eleitorado feminino como o principal contingente demográfico da disputa nacional.36

Na comparação com 2022, o eleitorado envelheceu. O número de eleitores com menos de 18 anos — faixa em que o voto é facultativo — caiu, enquanto o grupo acima de 60 anos cresceu 13%. O movimento acompanha a transição demográfica do país e tende a alterar o peso relativo de cada faixa etária no cálculo das campanhas.2

Mais de 20 milhões de eleitores se declararam pretos ou pardos, o maior número já registrado pela Justiça Eleitoral. Como a autodeclaração de cor ou raça é opcional no cadastro, o dado combina o crescimento real desse contingente com a maior disposição dos eleitores em registrar a informação.4

O tribunal também informou que 88,78% do eleitorado — cerca de 140 milhões de pessoas — já tem biometria cadastrada. E o calendário aperta: as convenções partidárias começaram nesta segunda (20) e vão até 5 de agosto, o registro de candidaturas termina em 15 de agosto e a propaganda eleitoral fica liberada a partir do dia 16.5

Na leitura editorial, os números desenham o terreno da disputa presidencial: um eleitorado mais velho, majoritariamente feminino e com recorde de autodeclarados pretos e pardos. São recortes que as campanhas já monitoram de perto — e que ajudam a explicar movimentos recentes de pré-candidatos em busca de nomes femininos para as chapas.13