Bancários de todo o país cumpriram nesta quinta-feira (20) uma paralisação nacional de 24 horas, decidida em assembleias depois que a sétima rodada de negociação entre a Fenaban e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), realizada em 13 de agosto, terminou sem avanço sobre o índice de reajuste salarial da categoria. A mobilização fechou agências em capitais e no interior, incluindo o Distrito Federal, que aderiu à paralisação nacional.13

Nas assembleias da categoria, 97% dos bancários rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban, que previa congelar o piso salarial de ingresso e fracionar o reajuste em três faixas diferentes conforme a remuneração de cada trabalhador. Mais de 50 mil bancários foram consultados sobre a paralisação, e cerca de 90% deles votaram a favor da greve. Além do índice de reajuste, a pauta da campanha nacional inclui mais contratações, melhores condições de trabalho e medidas de equidade racial e de gênero no setor.41

Apesar do fechamento das agências físicas, os canais digitais dos bancos, aplicativos e internet banking, seguiram operando normalmente, e os caixas eletrônicos continuaram disponíveis para saques conforme a estrutura de cada unidade. Boletos e contas com vencimento nesta quinta não tiveram prazo alterado pela greve: o pagamento deve ser feito normalmente pelos meios eletrônicos, e o atraso continua sujeito a juros e multa, já que a paralisação não suspende as obrigações contratuais dos clientes.2

Uma nova rodada de negociação entre bancários e Fenaban está marcada para a próxima segunda-feira (24), sem garantia de acordo sobre o reajuste. Caso a mesa não avance, a categoria pode aprovar novas paralisações em assembleias seguintes, ampliando a pressão sobre os bancos em meio à disputa salarial que já rejeitou duas propostas da federação patronal.14