Um pequeno avião com turistas caiu neste sábado (1º) no sul do Peru, matando as 13 pessoas a bordo. A aeronave, operada pela companhia local Aerodiana, decolou do aeroporto de Pisco com destino a um sobrevoo turístico das Linhas de Nazca e perdeu contato com a torre de controle poucos minutos após a decolagem. Os destroços foram localizados em uma área rural do setor de Pueblo Viejo, cerca de 6 km da cidade de Nazca e a aproximadamente 12 km do sítio arqueológico que atrai visitantes do mundo todo por seus geoglifos pré-colombianos.12

Das 13 vítimas, 11 eram passageiros e duas faziam parte da tripulação, piloto e copiloto. As autoridades peruanas ainda não divulgaram oficialmente as nacionalidades de todos os ocupantes nem a identidade completa das vítimas. Equipes de resgate e peritos da região do Ica, onde fica Nazca, foram mobilizadas para o local do acidente, em uma área desértica de difícil acesso, para recolher corpos e destroços que ajudem a reconstruir a sequência do voo.12

A causa do acidente ainda não foi determinada e está sob investigação das autoridades de aviação civil do Peru. Um fator citado por reportagens locais é que, horas antes, outros voos sobre as Linhas de Nazca haviam sido desviados para o aeroporto de Marcona por causa de ventos que superavam 40 km/h e reduziam a visibilidade na região — não há confirmação, porém, de que essas condições tenham causado diretamente a queda desta aeronave específica.1

Sobrevoos turísticos das Linhas de Nazca, patrimônio da Unesco desde 1994, são uma das atrações mais procuradas do Peru e já registraram outros acidentes fatais nas últimas duas décadas, geralmente ligados a pequenas aeronaves monomotoras ou bimotoras operando em rotas de baixa altitude sobre terreno desértico. O episódio deste sábado é um dos mais graves da história recente do turismo aéreo no país, tanto pelo número de mortos quanto pela perda total dos ocupantes da aeronave.2