O aumento dos casos de sarampo em São Paulo levou o Ministério da Saúde a ampliar temporariamente a vacinação na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo. Entre 3 de agosto e 1º de setembro, pessoas de 6 meses a 59 anos poderão receber o imunizante independentemente do histórico vacinal. A medida tenta interromper uma cadeia de transmissão ligada à importação do vírus, em uma área marcada por grande circulação de pessoas e intenso fluxo internacional.12
O balanço federal atualizado em 30 de julho registra 17 casos confirmados no Brasil em 2026. Três foram encerrados sem risco de disseminação; outros 14 permaneciam em acompanhamento em São Paulo — 11 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Investigações epidemiológicas e ações de bloqueio continuam. O número absoluto ainda é pequeno, mas o sarampo está entre as doenças mais contagiosas e encontra terreno para avançar onde há grupos sem proteção completa.12
A vulnerabilidade aparece sobretudo na segunda dose. Em 2025, a cobertura nacional chegou a 92,9% na primeira aplicação da tríplice viral, mas ficou em 78,3% na segunda. Os três municípios incluídos na campanha também permaneceram abaixo do patamar de 95% usado como referência para conter a circulação: a cobertura da segunda dose variou de 83,62% a 83,90%. O alerta paulista, portanto, interessa aos demais estados porque viagens podem transportar rapidamente um caso para comunidades com bolsões de não vacinados.12
A vacina é gratuita no SUS e integra o calendário regular dos 12 meses aos 59 anos. Durante a resposta ao surto, bebês de 6 a 11 meses entram na estratégia com a chamada dose zero, proteção adicional que não substitui as aplicações previstas aos 12 e aos 15 meses. O Ministério informa ter distribuído mais de 7,2 milhões de doses da tríplice viral em 2026, das quais cerca de 2,9 milhões já haviam sido aplicadas. Para o leitor, a providência prática é conferir a caderneta e procurar uma unidade de saúde se o esquema estiver incompleto.12