Um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, matou pelo menos 12 pessoas neste sábado, 10 de outubro, e deixou mais de 300 feridos. A autoridade saudita de aviação civil informou a suspensão das operações. O grupo houthi, do Iêmen, reivindicou a autoria, segundo a Reuters. Foi o terceiro ataque da semana ao aeroporto da capital saudita.12
O balanço divulgado pelas autoridades e reproduzido pela Channel NewsAsia registra 309 feridos, alguns em estado grave. Entre os mortos estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e uma pessoa de cada um destes países: Estados Unidos, Egito, Jordânia, Síria, Palestina e Sudão. A contagem de feridos ainda estava sendo avaliada.1
A interrupção das operações acrescenta uma consequência imediata ao número de vítimas: o aeroporto deixou de prestar seu serviço enquanto as autoridades respondiam ao ataque. A reportagem da Channel NewsAsia relata passageiros fugindo do local. Não há, nas informações consultadas, um horário confirmado para a retomada das operações.1
Os houthis, apoiados pelo Irã, ampliaram os ataques contra a Arábia Saudita depois que uma trégua na guerra contra o governo iemenita, respaldado por Riade, se desfez em julho. A ofensiva vem atingindo aeroportos, instalações petrolíferas e navios, segundo a Channel NewsAsia. O episódio deste sábado se insere nessa sequência de ataques à infraestrutura saudita.1
A Arábia Saudita entrou na guerra do Iêmen em 2015, liderando uma coalizão árabe que buscava retirar os houthis da capital, Sanaa. A Reuters descreve o ataque deste sábado como uma escalada importante da campanha do grupo contra os sauditas. O fato concreto agora é a combinação de mortes, centenas de feridos e um aeroporto internacional com operações interrompidas.2