A Anvisa determinou a apreensão de seis tipos de sal vendidos irregularmente no Brasil: Quanqton Ocean Salts, Sal Integral Quanqton, Sal Perfeito, New Quantic, Endurance e Sal Marinho Integral. Nenhum deles tem regularização sanitária, e a agência atribui todos a fabricação clandestina, por empresa de origem desconhecida. Os produtos eram anunciados em plataformas de comércio eletrônico, em embalagens de 250 gramas, 1 quilo e 2 quilos, e a medida alcança fabricação, importação, distribuição, venda, propaganda e uso.124

A decisão está na resolução RE 3.052/2026, publicada no Diário Oficial da União em 4 de agosto, e foi destacada pela agência neste fim de semana. Além da falta de registro, a Anvisa apontou publicidade irregular: os anúncios prometiam prevenir cãibras e fadiga muscular, repor minerais durante exercícios intensos, melhorar a hidratação e acelerar a recuperação pós-treino — alegações funcionais e terapêuticas que a legislação não autoriza para alimentos. Os rótulos ainda traziam apelos de produto totalmente natural e de sal integral não refinado, sem comprovação.123

O problema não é apenas burocrático. Sem registro, não há como verificar a origem, a composição real, as condições de higiene da produção, o teor de sódio nem a iodação obrigatória por lei — e sal de procedência ignorada pode carregar contaminantes como metais pesados. A orientação oficial é suspender o uso imediatamente, denunciar a venda às vigilâncias sanitárias locais ou à própria Anvisa e, no caso de compras recentes, pedir reembolso às plataformas com base na proibição.34

O caso expõe uma fragilidade conhecida do comércio eletrônico de alimentos com verniz esportivo: marcas sem fabricante identificável conseguem vender por meses com marketing de desempenho até a fiscalização alcançar o anúncio. A proibição vale desde a publicação, mas a retirada efetiva das ofertas depende das plataformas e das vigilâncias municipais — vale conferir o armário antes do próximo treino.23