A falta d’água que persiste em partes de Belo Horizonte alcançou serviços essenciais nesta terça-feira (1º). O Hospital Júlia Kubitschek e três unidades de saúde do Barreiro precisaram receber caminhões-pipa para manter os atendimentos. A Copasa informou ter colocado mais de 20 veículos em uma operação emergencial na Região Metropolitana, com prioridade para hospitais, postos, escolas, creches e asilos. Não há indicação de paralisação do hospital, mas a necessidade de abastecimento externo mostra que a normalização anunciada após as obras ainda não chegou de forma suficiente a toda a rede.1
A crise também interrompeu aulas. Escolas municipais e estaduais do Barreiro suspenderam atividades ou buscaram abastecimento alternativo por não terem condições de funcionar normalmente. As aulas canceladas terão de ser repostas para preservar os 200 dias letivos. A Copasa afirma que concluiu na manhã de terça o reparo específico na região e mantém a previsão de regularização completa até quinta-feira (3), mas o retorno depende da recomposição gradual da pressão, processo mais lento em pontos altos e extremidades da rede.23
Há duas frentes sobrepostas. As intervenções programadas no Sistema Rio Manso, iniciadas no domingo (30), foram encerradas, mas a Região Oeste ainda sofre os efeitos de uma obra emergencial em adutora rompida em 19 de agosto. No Buritis, moradores relatam quase duas semanas de intermitência; a corrida por caminhões-pipa elevou de cerca de R$ 1 mil para até R$ 4 mil o preço de uma carga de 10 mil litros e esgotou parte da oferta privada. Nova Lima e o entorno do Belvedere não apareceram na relação de áreas afetadas pela parada do Rio Manso, mas o episódio ganhou dimensão metropolitana ao comprometer saúde e educação em BH.23